O que é o seguro viagem privado?

Ele é como um plano de saúde temporário, que pode ser usado em caso de doenças, acidentes ou outros problemas que estarão descritos na sua apólice. O seguro viagem vale nos destinos e no período que você informar na hora da contração.

E eu preciso de um no meu intercâmbio na Irlanda?

Alguns países determinam que é obrigatório a contratação de um seguro viagem para entrar no seu território. Um exemplo são os países que assinaram o Tratado de schengen (quase todos da Europa). Nesse caso, é exigida uma cobertura mínima de € 30.000 para entrar como turista. Outros países que também estabelecem essa obrigação são Cuba e Austrália.

“Mas ele não é obrigatório para o intercâmbio na Irlanda, certo? Então não preciso de um”.

É sempre recomendo. Óbvio que a gente sempre espera que nada de ruim aconteça, especialmente durante um intercâmbio, que deveria ser só felicidade e aprendizado, mas imprevistos acontecem.

Se você precisar de um atendimento médico, por exemplo, e tiver contratado um seguro/assistência de viagem, não vai precisar desembolsar nenhum centavo além do previsto. E isso faz uma super diferença, visto que o atendimento no sistema público pode te custar uns bons euros, além da espera.

O que está incluso nesse tipo de seguro?

As coberturas variam de acordo com o que você contratar, por isso é importante ficar atento aos itens incluídos antes de escolher um plano. Normalmente os pacotes incluem assistência médica gratuita na rede privada parceira da seguradora, reembolso de atendimentos em outros estabelecimentos, traslado do corpo em caso de morte durante a viagem e auxílio financeiro em caso de extravio e atraso de bagagem.

Alguns planos também deixam o viajante coberto em caso de cancelamento de viagem, reembolsam a compra de medicamentos, oferecem assistência odontológica, passagens de ida e volta para um familiar caso você fique doente, assistência jurídica e até seguro de vida por morte ou invalidez acidental.

Fique atento também ao valor da sua apólice. As mais básicas costumam cobrir gastos médicos de até 30 mil euros (para a Europa) ou 30 mil dólares (para o resto do mundo). Caso a conta do hospital exceda esse valor, você terá que pagar a diferença. Por isso, em países com sistema de saúde mais caro, como a Irlanda, é recomendado escolher uma cobertura mais ampla.

Qual a diferença entre seguro e assistência?

Basicamente a diferença entre seguro viagem e assistência de viagem é que no caso do seguro, você paga pelo atendimento e é reembolsado depois, enquanto no caso da assistência você não precisa pagar (desde que o atendimento não ultrapasse o limite previsto no contrato).

Apesar de o termo “seguro” ser muito mais usado no mercado, os dois tipos de produtos estão incluídos na maioria dos planos, a diferença é o hospital ou clínica aonde você vai. É mais ou menos assim: se você for em um hospital ou consultório médico conveniado, indicado pela sua seguradora, você estará coberto pela assistência e não precisará pagar nada.

Mas se você quiser ir em outro hospital de sua preferência, terá que pagar e depois será reembolsado pela seguradora. Pode ser o caso especialmente em regiões mais remotas, onde a rede credenciada às vezes não é tão ampla. Nessas situações pode ser mais fácil resolver logo e pegar o reembolso depois.

Posso usar o seguro do cartão de crédito?

Muitos cartões oferecem seguros viagem gratuitos para os seus clientes, especialmente em categorias Platinum e superiores. Para saber se tem direito, confira as informações sobre benefícios do seu cartão; geralmente é preciso efetuar a compra das passagens com ele. Só não se esqueça de pedir à operadora a apólice do seguro, para ver se a cobertura é suficiente, se não for, contrate um seguro a parte.

Na hora de analisar a cobertura, confira se ela inclui no mínimo assistência médica por doença ou acidente (com mínimo de 30 mil euros pra Europa), repatriação e assistência funerária. Veja também se o serviço oferecido é de assistência (com uma rede conveniada onde o viajante é atendido gratuitamente) ou se é apenas no esquema de reembolso.

DICA EXTRA: Muitos cartões tem um limite de cobertura de 31 dias, então não são suficientes para o seu intercâmbio (apenas em caso de curta duração).

Como faço para usar o seguro?

Não se esqueça de ter sempre com você (impresso ou na “nuvem”, ou seja, no e-mail… em algum lugar!) o contrato do seguro, mesmo que seja o do cartão de crédito e também é levar impresso na bagagem de mão, especialmente pra entrar em países onde o seguro é obrigatório, porque o comprovante pode ser exigido na imigração.

Anote em um lugar de fácil acesso ou tire uma foto no seu celular, os telefones de atendimento para casos de emergência, que costumam aparecer em destaque no início da documentação. Normalmente existe um número para cada país, para você fazer ligação local, e muitas seguradoras aceitam chamadas a cobrar.

Todos os seguros que conheço que são comercializados no Brasil oferecem atendimento em português 24h por dia, todos os dias, e muitos também oferecem chat online e respondem rápido a e-mails caso você não possa ligar.

Normalmente você liga para as seguradoras e eles irão pedir um telefone para contato. Depois de alguns minutos, retornam à ligação informando que um médico iria até você ou explicando o endereço de uma clínica onde você deverá ir para ser atendida no horário marcado por eles.

DICA EXTRA: Caso você faça algum atendimento fora da rede conveniada, guarde todos os documentos relativos ao atendimento e se informe para saber como receber o reembolso. E caso seja um procedimento muito emergencial e você não consiga entrar em contato com a seguradora antes, forneça os dados do seguro no local onde for atendido e ligue assim que estiver em condições.

No geral chegamos à conclusão de que vale muito a pena contratar o seguro viagem privado, com saúde não se brinca, ainda mais tão longe de casa.